O Cotroverso Presidente Getúlio Vargas

200px-Getúlio_Vargas_-_retrato_oficial_de_1930 Uma dica para este feriadão é assistir o filme Getúlio, do diretor João Jardim, com a maravilhosa interpretação do ator Tony Ramos. Confesso que é uma obrigação cada cidadão brasileiro saber de sua história e o que aconteceu neste país. Getúlio foi presidente por duas vezes, a primeira fase durou 15 anos, indo de 1930 até 1945, e a segunda de 1951 até 1954. Foi líder da Revolução de 1930, colocando um fim na República Velha. Por que ele é controverso? Por um simples motivo: um presidente que era ao mesmo tempo simpatizante do nazismo e fascismo, mas fez muito pelos brasileiros, sendo considerado o “pai dos pobres” , pois criou a CLT, dando direitos aos trabalhadores, instituindo leis trabalhistas e sociais, foi criador da Carteira de Trabalho e hoje, no dia que estreia o filme, 1º de Maio é nada mais nada menos do que o Dia do Trabalhador.

Getúlio cometeu suicídio no dia 24 de agosto de 1954, no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro, onde era presidido o Brasil.

 

Cresci ouvindo estas histórias controversas, pois como um homem que era simpatizante do fascismo e do nazismo – assim conta a história -, pode ser tão bom e criado tantas coisas para os trabalhadores? Meu avô amava Getúlio Vargas e não admitia que ninguém falasse nada sobre ele. Minha mãe conta que em sua casa quando ela era adolescent, existia um busto de Getúlio Vargas decorando a sala da casa. Um dia aconteceu um fato engraçado. Ela encarregada de limpar a casa naquele dia, acabou derrubando o busto de Getúlio, separando o corpo da cabeça. rsrsrsrs. Ficou apavorada com o que meu avô poderia fazer ao saber que sei ídolo estava quebrado pela cabeça. Ele descobriu dias depois e ria de minha mãe. O ídolo estava quebrado, mas o respeito por Getúlio nunca.

Então, Getúlio é um filme histórico, que deve ser visto e admirado e mesmo o Brasil tendo tido um Presidente da República controverso, é um momento importantíssimo de nossa história. O filme não aborda toda a vida do Getúlio e sim, os seus últimos dias. Mas  importantíssimo! Quando fiz Pós em Relações Internacionais, estudei muito Getúlio e fiquei fascinada com as aulas e com a minha professora de História do Brasil, que era doutora e sabia com profundidade a época de Getúlio. Me apaixonei. Mas me apaixonei por nossa história que tem tantos momentos importantes e tristes como escravidão, revoluções e pior, Ditadura.

Abaixo replico a entrevista feita pela querida amiga e jornalista (xará) Janaína Pereira que fez com Tony Ramos, para a revista GQ, que interpreta magistralmente Getúlio e seus últimos dias. Uma entrevista com um conteúdo maravilhoso. Janaína Pereira é uma jornalista a ser seguida, pois faz um trabalho incrível pelo mundo, cobrindo festivais e pré-estreias de filmes importantes e que marcam a nossa vida. ****************************************************************************************

“Tenho que achar algo cativante, que me motive”, diz Tony Ramos sobre a escolha de personagens

Tony Ramos, protagonista de Getúlio, novo filme de João Jardim, completa 50 anos de carreira como um dos melhores atores brasileiros

por Janaína Pereira

GetulioTony Ramos é uma rara unanimidade – não importa se o assunto é TV, teatro ou cinema. Ele estreou na televisão na extinta Tupi, e está na Rede Globo há 38 anos. Foi na emissora carioca que se consolidou como galã e interpretou personagens memoráveis, como os gêmeos Quinzinho e João Victor, de Baila Comigo (1981) e o jagunço Riobaldo, da minissérie Grande Sertão: Veredas (1985). No cinema, fez 30 filmes, entre eles os sucessos Se eu fosse você 1 e 2, ao lado de Glória Pires. No dia 1 de maio, Tony Ramos estreia mais um trabalho na telona – Getúlio, de João Jardim, em que vive o ex-presidente da República que se suicidou em 1954. Além da impressionante caracterização – que inclui uma roupa feita especialmente para ele parecer 30 quilos mais gordo – o longa mostra todo o talento do ator, que está completando 50 anos de carreira. Querido pelo público e aclamado pelos colegas de profissão, Tony tem fama de ser uma pessoa discreta, generosa, bem-humorada e dedicada ao trabalho. Nesta entrevista exclusiva à GQ, dá para perceber que tudo que dizem sobre ele é a mais pura verdade – Tony Ramos esbanja profissionalismo e simpatia ao contar sobre seus personagens mais marcantes e como foi interpretar o contraditório Getúlio Vargas. GQ – Como foi o convite para fazer Getúlio? Tony Ramos – O convite veio com um telefonema do diretor João Jardim. Fiquei surpreso. Perguntei como ele pretendia mostrar Getúlio no filme, se ia falar da época de ditador… mas João disse que só ia mostrar os dias que antecederam o suicídio. Quando li o roteiro do George Moura fiquei encantado. Getúlio foi um homem contraditório, intenso, revelador. As pessoas falam dele como ditador, que foi isso e aquilo, mas ele também foi eleito democraticamente e voltou ao Governo pelos braços do povo.

Tony Ramos como Getúlio Vargas (Foto: Bruno Veiga)

GQ – Fazer um personagem tão contraditório é mais interessante? Tony Ramos – Sem dúvida! Nenhum historiador diz se ele sabia ou não do atentado ao Carlos Lacerda, então não existe uma verdade absoluta sobre Getúlio. Além disso, naquela época as coisas não era filmadas como hoje, onde tudo está registrado. Nos depoimentos das pessoas que trabalharam com ele, e nas biografias em que é citado, aparece que ele era uma pessoa de imensos silêncios. E eu precisava encontrar os silêncios de Getúlio. GQ – Um dos destaques do filme é a sua caracterização para viver Getúlio Vargas. Como era esse processo? Tony Ramos – Levava cerca de duas horas e meia para me transformar em Getúlio. Trouxemos uma pessoa de Los Angeles, técnica de efeitos especiais, que já fez barrigas para vários atores em filmes famosos, e a gente fez aquilo que se chama de fat suit, que é uma roupa inteira de gordo. Ela me mediu em escala, e comparava com as fotos de Getúlio. A roupa foi feita sob medida e dá a impressão que engordei uns 30 quilos. Tinha também a caracterização da cabeça, dele careca e com fios brancos. Meu cabelo foi raspado com navalha, e depois com a tesoura a cada dez dias. Havia látex para fazer bolsas d’olhos. GQ – O quanto isso ajudou na composição do personagem? Tony Ramos – A caracterização física é muito importante. Ela dá uma ideia do que ele era. Estudei seus gestos, o jeito de falar. O importante para mim era encontrar o tempo real do personagem. Tem uma cena que gosto muito, da reunião do Ministério, em que as pessoas falavam e ele parecia não estar ali presente. Ele tinha isso de ficar pensando em outras coisas, olhando para o nada. Isso são coisas que eu tive de buscar. GQ – Apesar da relação próxima com a filha Alzira, Getúlio parecia um homem muito solitário. Você acha que essa solidão está associada ao poder? Tony Ramos – Sim. Tem uma frase do Getúlio que mostra bem isso, ele diz para Alzira: “Minha filha, eu estou há tantos anos no poder, e nunca ninguém me procurou para pedir alguma coisa para o país. As pessoas me procuram para pedir algo para si mesmas ou para alguém.” GQ – Essa relação com a Alzira é curiosa, pois entre os filhos do Getúlio, ela era a única mulher, e tinha uma importância muito grande no Governo dele. O que achou de ver uma mulher com tanto poder na política naquela época? Tony Ramos – É interessante sim, porque Alzira Vargas foi muito influente junto ao pai. Os diários de Alzira são importantes para entender o que se passou naquela época, ela percebia as conspirações. Ela também é uma das pessoas, ao lado de Tancredo Neves, que cita os imensos silêncios de Getúlio.

Tony Ramos como Getúlio Vargas (Foto: Bruno Veiga)

GQ – Estamos em ano de eleição, e o Getúlio ainda é um dos políticos mais controversos do Brasil. Que importância tem este filme para os dias de hoje? Tony Ramos – O poder pode encantar as pessoas. É importante que se reflita sobre isso. O filme ajuda a entender o que ele fez mas, claro, o que ele fez não é algo normal. Tem um momento do filme em que Getúlio fala de Getulinho, seu filho que morreu. Ele cita o dia em que o filho completaria 37 anos de idade. E este dia é o mesmo em que Getúlio se mata. Isso mostra toda a contradição do personagem. GQ – Este é um papel marcante para comemorar seus 50 anos de carreira? Tony Ramos – As coisas acontecem na vida do ator… foi uma feliz coincidência interpretar Getúlio e lançar o filme no ano em que completo 50 anos de carreira. Também vou estrear O Rebu, remake da novela de 1974. Estou muito feliz com o filme e a novela. GQ – Quais são os outros personagens que você considera importantes? Tony Ramos – Essa é difícil de responder. Tem Antônio Maria e Nino, o Italianinho, que fiz na TV Tupi. Na Rede Globo tem O Astro e Pai Herói, novelas da Janete Clair; os gêmeos Quinzinho e João Victor de Baila Comigo, do Manoel Carlos. Acho que o Riobaldo, de Grande Sertão: Veredas, foi um divisor de águas na minha carreira. Fazer O Primo Basílio, do Eça de Queiróz, na televisão, também foi bastante marcante. E ainda tem os dois filmes Se eu fosse Você, o filme Chico Xavier… são muitos personagens, se eu escolho um parece que estou traindo os outros (risos). GQ – Em 1988, seu personagem cômico Tonico, da novela Bebê a Bordo, causou uma enorme surpresa ao público, que até então estava acostumado a vê-lo interpretando papeis dramáticos. Hoje você é protagonista de comédias que são sucessos do nosso cinema – Se eu fosse você 1 e 2. Considera que foi nesta novela que houve essa virada do drama para a comédia na sua carreira? Tony Ramos – É verdade, o Tonico! Foi um momento importante fazer Bebê a Bordo. E você tem razão, hoje eu sou lembrado no cinema por uma comédia (risos). Mas eu não penso muito se vou fazer drama ou comédia. Eu procuro onde está o cerne da história. Tenho que achar algo cativante, que me motive e que surpreenda a mim e ao público, seja na comédia ou no drama. Quando entro no meu carro, não levo nada dos personagens, só fica o Sr. Antônio. GQ – Se você pudesse definir seus 50 anos de carreira em uma palavra, qual seria? Tony Ramos – Perseverança. Nunca acreditar no sucesso e no glamour. Veja agora o trailer oficial do filme

Um mês de felicidade

Estou muito feliz, pois hoje Conversas de Salão completa um mês de vida!

Obrigada leitores (as)! Vocês tornaram este sonho, esta ideia em uma realidade diária deliciosa!

Continuem lendo os posts e acompanhando a fan page! Tenho muito ainda que escrever e descobrir!

Nunca pude imaginar que seria desta forma! Dar dicas e truques de moda, beleza, livros, música, entretenimento, etc. Tudo que sempre gostei e que foi um presente de vida de minha mãe! Uma mulher vaidosa que é  linda por dentro e por fora! Mais uma vez obrigada! image

No MIS a exposição David Bowie Is

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Alô amigos paulistas! Não percam de maneira alguma a exposição de um dos maiores cantores de rock que o mundo já teve. O Museu da Imagem e do Som de São Paulo (MIS), está abrigando uma retrospectiva de uma dos maiores ícones britânicos, o camaleão David Bowie, que mesmo depois de muitos anos, quando subiu pela primeira vez, em um palco, no ano de 1972, dita os rumores rebeldes da cultura pop.

Bowie 2Bowie tinha apenas 25 anos quando apareceu todo maquiado e chamou logo a atenção dos espectadores por causa de sua aparência andrógina.

A exposição foi aberta no dia 31 de janeiro e está levando milhares de pessoas para conhecer o universo Bowie. O Brasil é o terceiro país a receber esta retrospectiva. Os primeiros países foram Inglaterra e depois o Canadá. São mais de 300 peças – entre roupas, objetos, rascunhos de músicas e textos, material audiovisual -, quem recontam os 50 anos de carreira deste camaleão. A exposição  David Bowie is foi organizada pela curadora Victoria Broackes, da Victoria & Albert Museum.

Ela e Geoffrey Marsh, para fazer esta exposição que foi dividida em três partes, ficaram mergulhados por dois anos  em mais de 75 mil objetos de David Bowie Archive, na cidade de Nova York, para chegar a um resultado final. Uma verdadeira imersão nos 40 anos de trabalho deste camaleão que ditou cultura pop e ainda, o retrato de um artista múltiplo. São anos de reinvenção.

David Bowie in 1969 and 1995

Hoje aos 67 anos e com disco novo sendo lançado, Bowie ainda dita moda, cultura e é referência. Não percam hein!

Passe o mouse nas palavras em negrito e veja a Matéria SPTV – Exposição David Bowie Is

Extra! Fãs do U2

O U2 Brasil disponibilizou um link contendo a música Invisible. Somente hoje, domingo, dia 2 de fevereiro.

Cada pessoa que fizer o download gratuitamente o Bank of América doará 1 dólar  para a RED.

Então fãs do U2, não percam esta chance! A música só pode ser baixada pelo iTunes e via iPhone.

Vocês ficarão emocionados com a música e letra. O U2 ainda consegue se superar a cada lançamento.

Divirtam-se! É muita emoção! A música está lindaaaaa! Link: https://itunes.apple.com/br/album/invisible-red-edit-version/id808571195?i=808571220

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#Recomendo – Boa leitura para quem gosta de livros

Estava esperando com ansiedade o livro “A Casa do Céu”! O motivo era bem simples, adoro ler histórias reais e esta é bem dolorosa e dramática. Acho até que pode se tornar um bom filme.

20140129_151254A Casa do Céu trata da história de uma canadense, que vira jornalista freelancer para conhecer o mundo, mas lugares que nós jamais pensaríamos passar férias, como Iraque, Afeganistão, Paquistão, até que ela vai para o Sudão em meio a guerra civil e é sequestrada junto de seu ex-namorado que a acompanhava como fotógrafo. Sua vida vira de cabeça para baixo e uma luta diária pela sobrevivência.

Foi um sequestro que durou 15 meses, onde os dois foram torturados e ela frequentemente estuprada por seus sequestradores. Ainda por cima, os dois sequestrados tiveram a ideia de se converterem ao Islã achando que assim poderia aliviar seus dias perante os sequestradores.

Estes 15 meses são relatados passo a passo e a agonia que ela sentia é de arrepiar a alma! Mesmo assim a autora nos passa uma lição de como controlar a mente em situações desesperantes, como a que ela passou.

Para quem gosta de saber de fatos reais, este é um excelente livro, que tem como autora Amanda Lindhout!

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O Enigma de Espinosa

 

O Enigma de Espinosa é um livro, gostoso e intrigante, pois você não sabe até onde vai a verdade e a invenção do autor Irvin D. Yalom, o mesmo autor de “Quando Nietzche chorou. A base da história é de um filósofo do século XVII, judeu que influenciou uma das maiores mentes nazistas. Cada capítulo é dedicado aos dois personagens, se entrelaçando com as convicções judaicas e as análises nazistas. Baruch Espinosa foi um dos grandes filósofos, responsável por obras que mudaram o curso da história e que acabou revolucionando o pensamento ocidental.

Quase não se acha nada sobre este filósofo e esta foi a grande obsessão do escritor Alfred Rosenberg, em 1942, servo fiel de Hitler e principal responsável pela política racial do III Reich. Toda a obra de Espinosa foi confiscada pelos nazistas e hoje devolvida ao seu país de origem, a Holanda.

 

 

Seriado CSI apresenta hoje tragédia baseado na Boate Kiss

 

Nossa tragédia virou episódio de seriado. Leio o texto abaixo retirado da Revista Veja São Paulo!

Hoje (dia 27), um ano após a tragédia da Boate Kiss, no Rio Grande do Sul, o canal Sony exibe, às 21h, um episódio de CSI baseado na tragédia de Santa Maria. Com o título Torch Song, o terceiro da 14ª temporada de Crime Scene Investigation, mostra um clube que pegou fogo e quatro pessoas morreram. A equipe de investigadores vai até o local e encontra tudo escuro e esfumaçado e, no chão, muitos corpos.

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